domingo, 9 de março de 2014

Até a próxima temporada


Então, enfim, terminei de assistir os novos 13 episódios de "House of Cards". Alguns episódios de tirar o fôlego outros mais político discursivos, mas no geral a série continua com seu suspense e envolvimento muito bem resolvidos. (sobre)
Essa é uma série que além de movimentar muita política, eu diria que tem casos seriamente psicóticos e merece uma profunda análise terapêutica para vários personagens, os principais, Frank e Claire, nem precisa de muito esforço para perceber os sérios problemas psicológicos, sexuais e seja quais tantos outros que ambos tem, ahh tá... por isso se dão tão bem!! É uma possibilidade. Um casal que mora em uma casa transformada em fortaleza, agentes do serviço secreto de um lado pro outro o tempo todo, porém eles não tem empregada, mas quem arruma as camas? Ahhh eles também não fazem refeições, apenas café da manhã. Uhnnn tá... Sem falar no motorista-segurança (Meechum) esse é caso clínico total, tragam a camisa de força. Stamper e sua obsessão, que não sei bem se é pelo Frank ou pela Rachel, o cara é ex-alcoólatra  e obsessivo compulsivo. Mr Danton o negão saradérrimo que ninguém sabe o que exatamente ele faz, lobista ou intrigueiro de plantão. Lucas o único que chorou por Zoe Barnes, aquela que tinha um pouco mais de neurônios no lugar, mas quem eu gosto mesmo é do Freddy, aquelas costeletas devem mesmo ser muito boas! Haja análise freudiana para cada personagem maluco dessa história.
Confesso que alguns episódios dessa temporada foram bem surpreendentes, porém o final nem tanto, aliás achei bem previsível mesmo com os imprevistos e as boas manobras do Mr Vice President Underwood.
E entre tantos personagens malucos e reviravoltas empolgantes, algo que me chamou atenção nessa nova temporada foi a aumento da variedade de marcas em product placement nos episódios, claro que as marcas anteriores continuaram existindo, mas com menor intensidade e uma distribuição mais variada. Nessa segunda temporada alguns dos personagens trocaram seu Iphone por um Blackberry, nosso anti herói Frank não jogou mais tanto Playstation e o simulador de Remo quebrou, tadinha da Nike apareceu menos, porém tomou-se mais café Starbucks ou Green Mountain com Dunkin' Donuts, dependia da ocasião, tomaram também bem mais cerveja Stella Artois, também gastaram mais com hotéis Loews, sempre chiquérrimos, e viajaram de American Airlines, entre tantas outras que participaram dessa temporada. O que só demonstra a grande força que um bom conteúdo tem sobre as marcas, a rentabilidade cresce a partir das boas idéias e a divulgação que é possível fazer através dela. E impressionante a maneira simples que conseguem encaixar essas peças pra que façam parte do conteúdo, sem esforço, apenas alinhando os roteiros com a inserção de cada uma, é praticamente o "intervalo comercial" dentro da história.
Agora, a essa fã de House Of Cards só resta esperar a temporada 3, que já está confirmada para 2015, isso se resolverem os problemas com o estado de Maryland, que devido ao sucesso da série revisou os incentivos fiscais do estado concedidos ao Netflix para a produção, os fãs ansiosos torcem para que tudo se resolva e possam voltar a filmar em breve.