
O post está um pouco atrasado, afinal o filme até já saiu do cinema, mas só agora consegui assistir e poder encontrar, com cuidado, a enxurrada de marcas presentes em "O Espetacular Homem Aranha 2" e pensar um pouco sobre tudo que li antes a respeito disso.
O filme é bacana até, efeitos especiais saindo pelo telhado, literalmente, um ator simpático, mas que falta expressão, roteiro bom nunca tem, mas isso a gente já acostumou nesse estilo de filme, porém o que realmente impressiona é a quantidade de marcas, inserções e como elas cansadamente perturbam o filme, pelo menos foi isso que a massa esmagadora das críticas comentou.
É, realmente o cara gosta da Sony, pois ela está por todos os lados! Ora... mas porquê não!? Afinal o que há de tão estranho nisso? Em que momento isso interferiu no enredo?
Quantas pessoas comuns são chamadas applemaníacos por praticamente serem colecionadores de produtos Apple, (e eu me incluo nessa estatística) ou mesmo aquele que tem aversão à maça e compram todas as possibilidade Android, Google ou Windows. Os aficionados por produtos da Nike geralmente tem um guarda-roupa não muito variado, enfim... Somos todos ligados a marcas, àquelas que nos identificam, aquelas que tem a sua cara, ou aquelas que simplesmente atendem ao que você precisa. Esse afinal, é o mundo contemporâneo do consumismo em que vivemos, aquele onde a cada dia as empresas precisam aumentar seu leque de produtos, atender demandas, criar portifólio e simplesmente rentabilizar com isso, e se eles te pegaram pelo gosto, você vai comprar todos os produtos que puder, fato!
Não estou aqui pra defender qualquer marca, mas o que percebo em todas as criticas voltadas ao filme é que o grande problema foi a quantidade de inserções, incomodou ver tanta Sony pra quem usa outras marcas, pois então... sinto muito, azar o seu que se incomoda, para a marca esse buzz instantâneo foi ótimo, porque quem não estava ligado no assunto, passou a prestar mais atenção a isso no filme. Sim, ponto pro product placement instalado e que gerou mídia espontânea, e tudo isso sem intervir no contexto do roteiro, sem incomodar o espectador comum que está ali pela história e efeitos especiais de um carinha que veste collant vermelho saltando de prédio em prédio. É isso que o espectador quer ver, é isso que eles esperam e se houve uma, 2 ou mais inserções 90% da bilheteria pouco se importou e saiu da sala de cinema achando o filme o máximo.
As marcas, essas foram "neuromarticamente" absorvidas uma a uma, para alguns mais outros menos e alguns nem um pouco. Essa é a função do product placement, estar ali o tempo todo e ao mesmo tempo não estar.