Um espaço de pesquisa e análise referente a relação do uso de séries e cinema como um formato publicitário e suas possibilidades no meio TV.
quinta-feira, 10 de abril de 2014
Psique com terrorismo, ao ponto por favor.
Ahhh as férias... os dias são poucos, muita coisa pra resolver, mas na medida do possível tento ver todas as séries possíveis. Então finalizando mais uma, vamos falar sobre Homeland!
Muita intriga, suspense, traições, corrupção, terrorismo e muita mas muita conspiração, resumindo a série é isso, porém tem seus méritos e acaba sendo uma série bem psicológica, (amante de Freud #compartilha) a gente passa a maior parte do tempo tentando entender a "psique" de cada personagem.
A história foi bem amarrada nas 2 primeiras temporadas, já a terceira, como toda série americana de sucesso, chega um ponto que a história dá aquela bela exagerada e perde o foco, lembrando inclusive cenas bizarras de 24h com Mr. Sutherland, mas ok ainda assim vale a pena assistir. Podemos dizer que é uma série corajosa, pois expõe um dos maiores temores americanos e ainda divide isso em episódios.
O herói de guerra ou uma ameaça à segurança nacional? Nicholas Brody, o veterano de guerra que não se sabe como e porquê voltou, depois de 7 anos capturado pelo inimigo e dado como morto, é o foco e centro da história, só que não, Brody não é necessariamente o personagem principal, e ai fica a dica pra quem ainda vai assistir, grande parte do contexto gira em torno de Carrie Mathison, uma oficial de operações da CIA traumatizada por não ter impedido o atentado de 2001, que sofre de transtorno bipolar e tem o dom de reconhecer padrões de comportamento... Oi!? É, parece confuso e em cada episódio fica um pouco pior, te deixar confuso é algo que a série faz bem, no fundo o bipolar é quem continua assistindo.
Deixando a bipolaridade humana de lado, podemos falar das sutis inserções do nosso bom e velho product placement, então... parece que não mas ele está lá, afinal durante as 3 temporadas 90% dos personagens usam algum modelo da GM, telefones Apple e Blackberry, câmeras Sony, monitores Lenovo, comunicação via Skype e cosméticos L'oréal, até a P&G achou seu espaço em uma cena de teste de gravidez, aliás essa inserção foi ótima! De repente o plano fecha em uma gaveta de banheiro lotada de "Clearblue" testes de gravidez usados e com resultado positivo, pela quantidade seria uma situação bizarra, mas pensando em todos os problemas psíquicos da personagem torna-se totalmente justificável, a certeza pela quantidade absurda de confirmação. Ação que faz parte de uma série de comunicações de marketing da marca. Não sei quem incluiu a cena, marketing ou roteiro, mas foi um aproveitamento de inserção nota 10!
O bacana é que Homeland foi mais um sucesso com bom roteiro e bons produtos inseridos e a adaptação de Hatufin, série israelense que deu origem a Homeland, deu tão certo que até aqui pelo jeito vão repetir a receita.
E a quarta temporada já está prevista, começa a ser rodada em junho próximo, mas vamos pensar positivo porque depois do final imprevisto da terceira temporada, a missão agora será surpreender muito o público para ganhar força novamente, tomara que consiga e ainda mereça mais alguns Emmy no próximo ano.
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