segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Ambiente e personagem podem ser a chave!



Alguns dias atrás li esse artigo do TelaViva, fiquei pensando em uma das frases de Robert Mckee, professor de escrita criativa e renomado consultor em projetos audiovisuais, foi roteirista de sucessos como a trilogia "Senhor dos Anéis" e Toy Story. Em seu depoimento, sobre a criação de ficção no Brasil, ele disse: “O perfeito seria combinar características locais específicas com histórias humanamente universais. Dessa maneira, o telespectador consegue descobrir novos mundos ao mesmo tempo em que se identifica com os personagens que estão lá!”.
Puxando na memória algumas séries de mais destaque é possível encontrar exemplos que se encaixariam nesse conceito, Prison Break, Revenge, Chicago Fire, CSI e suas versões, Law and Order e variações... claro que cada uma com seu teor excêntrico em dramatização de história e personagem, mas todas ambientadas em bairros e cidades americanas, com personagens que poderiam muito bem ser reais (sem os exageros ala MacGyver, of course!) e algumas dessas chegaram até a 20ª temporada, clara identificação com o público e regionalização das histórias.



Vários amigos falam muito bem de Friends, por exemplo, série que particularmente nunca me conquistou, porém Friends foi um sucesso absoluto chegando a marca de 20.8 milhões de espectadores só nos EUA, um marco na história das séries americanas. Então essa semana recebi uma crítica interessante sobre a série, que falava sobre o quão disfuncional eram os personagens e conduzia uma geração fora da realidade. Apesar de não ser fã da série não diria que isso é correto ou não, acho que o produto Friends como um todo teve seus méritos e cumpriu o papel que busca toda série de TV, trazer telespectadores e mantê-los presos a história. E dessa forma, corretos ou não, Friends fez uma geração e trabalhou com ela durante 10 anos.
Também temos exemplos de séries do estilo HBO, True Blood ou Game of Thrones, que não necessariamente se aplicam a teoria acima, menos mal, porque eu não gostaria de cumprimentar o vizinho vampiro na garagem do prédio ou desviar de um dragão durante a corridinha no Ibirapuera, mas mesmo em roteiros de época, mitológicos ou personagens nada comuns, ainda assim é possível encontrar nas atitudes de cada um desafios e tarefas simplesmente humanas.
Tentar analisar a fundo a frase de Mckee, praticamente seria algo para uma tese de doutorado, o que me impressiona é que realmente ele conseguiu sintetizar muitos dos problemas de roteiro que temos, principalmente no Brasil, em uma frase. Fácil de entender, porém difícil de aplicar!

Nenhum comentário:

Postar um comentário