Alguns dias atrás li esse artigo do TelaViva, fiquei pensando
em uma das frases de Robert Mckee, professor de escrita criativa e renomado
consultor em projetos audiovisuais, foi roteirista de sucessos como a trilogia
"Senhor dos Anéis" e Toy Story. Em seu depoimento, sobre a criação de
ficção no Brasil, ele disse: “O perfeito seria combinar características
locais específicas com histórias humanamente universais. Dessa maneira, o
telespectador consegue descobrir novos mundos ao mesmo tempo em que se
identifica com os personagens que estão lá!”.
Puxando na memória algumas
séries de mais destaque é possível encontrar exemplos que se encaixariam nesse
conceito, Prison Break, Revenge, Chicago Fire, CSI e suas versões, Law and
Order e variações... claro que cada uma com seu teor excêntrico em dramatização
de história e personagem, mas todas ambientadas em bairros e cidades
americanas, com personagens que poderiam muito bem ser reais (sem os exageros
ala MacGyver, of course!) e algumas dessas chegaram até a 20ª temporada, clara
identificação com o público e regionalização das histórias.
Vários amigos falam muito bem de Friends, por exemplo, série que particularmente nunca me conquistou, porém Friends foi um sucesso absoluto chegando a marca de 20.8 milhões de espectadores só nos EUA, um marco na história das séries americanas. Então essa semana recebi uma crítica interessante sobre a série, que falava sobre o quão disfuncional eram os personagens e conduzia uma geração fora da realidade. Apesar de não ser fã da série não diria que isso é correto ou não, acho que o produto Friends como um todo teve seus méritos e cumpriu o papel que busca toda série de TV, trazer telespectadores e mantê-los presos a história. E dessa forma, corretos ou não, Friends fez uma geração e trabalhou com ela durante 10 anos.
Também temos exemplos de
séries do estilo HBO, True Blood ou Game of Thrones, que não necessariamente se
aplicam a teoria acima, menos mal, porque eu não gostaria de cumprimentar o
vizinho vampiro na garagem do prédio ou desviar de um dragão durante
a corridinha no Ibirapuera, mas mesmo em roteiros de época, mitológicos ou
personagens nada comuns, ainda assim é possível encontrar nas atitudes de
cada um desafios e tarefas simplesmente humanas.
Tentar analisar a fundo a frase de Mckee, praticamente seria algo para uma tese de doutorado, o que me impressiona é que realmente ele conseguiu sintetizar muitos dos problemas de roteiro que temos, principalmente no Brasil, em uma frase. Fácil de entender, porém difícil de aplicar!
Tentar analisar a fundo a frase de Mckee, praticamente seria algo para uma tese de doutorado, o que me impressiona é que realmente ele conseguiu sintetizar muitos dos problemas de roteiro que temos, principalmente no Brasil, em uma frase. Fácil de entender, porém difícil de aplicar!

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