segunda-feira, 28 de julho de 2014

Uma lista negra até nas marcas

foto The Blacklist - Uma temporada completa, boa audiência e faltando pouco para a próxima temporada que já é bem aguardada.
E a história é bacana, um criminoso procurado, mafioso, contrabandista, estelionatário ou seja lá o que Mr. Reddington realmente é, ele promete entregar diversos terroristas, The Blacklist, com nomes procurados no mundo todo, impondo algumas regras ele envolve a polícia e a detetive Elizabeth Keen, cuja relação envolve um segredo não revelado. Uma série cheia de ação e mistério, tem seus altos e baixos no bom e velho modelo americano de roteiro, mas no geral um bom entretenimento. Já vale a pena só por James Spader que dá um show como sempre, porém sua companheira, Megan Boone, tem toda técnica a interpretação de um abajur, tomara que melhore na próxima temporada.
Esse vai ser um "case" bem interessante, pois em todos os 22 episódios quase não temos marcas visíveis, claro que os de praxe e sempre presentes, Apple, Blackberry e algumas montadoras (BMW, Mercedes etc) estão por lá, aliás foram as inserções mais presentes, a dos carros em cena, mas se compararmos com outras séries que usam cada detalhe de cena pra apresentar uma propaganda essa realmente ficou só na história, um ou outro plano perdido envolve um marca ao fundo. Em alguns momentos percebi até discrição com marcas, em um dos capítulos temos vários adolescentes e uma mesa de almoço onde todas as latas, pacotes e possíveis inserções de alimentos estão desfocadas... ops
Porém com o sucesso da primeira temporada, vamos esperar pela segunda, eu acredito na venda de mais espaços a partir do sucesso inicial, agora algumas marcas talvez passem a apostar mais no case e investir na série, assim veremos no próximo outubro. Tomara que chegue logo!!!

domingo, 20 de julho de 2014

Pesquisa e leitura

mara17


Hoje o tema é pesquisa... não terminei nenhuma série por enquanto, apesar de estar assistindo algumas ao mesmo tempo e logo estarei com tema novo, o post de hoje vem apresentar alguns sites e temas interessantes sobre o assunto product e brand placement.

Vídeo bem bacana que conta um pouco a história das aplicações de marca
https://www.youtube.com/watch?v=wACBAu9coUU

Um canal de marcas, site que trabalha somente aplicações de marca e cases interessantes, inclusive possui o prêmio anual Brandcameo, para o filme campeão de inserções de marcas diferentes.
http://www.brandchannel.com/home/?tag=/Product+Placement

A maioria dos livros e mais completos, publicados sobre o tema, são em inglês, existem algumas poucas publicações sobre o assunto em português e grande parte falam sobre inserção em telenovelas, aqueles merchans horrorosos e invasivos que estamos acostumados no Brasil, então pra quem tem interesse teórico no assunto e pouco conhecimento de inglês sugiro os artigos acadêmicos, uma rápida pesquisa no Google é capaz de trazer vários trabalhos acadêmicos de mestrado e doutorado voltados ao tema com ótima base teórica e análise de alguns produtos como The Big Bang Theory ou sucessos do cinema, como Transformers por exemplo, grande campeão de inserção de marcas num único filme.

quarta-feira, 9 de julho de 2014

Um Sherlock do mundo contemporâneo.

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Temporadas mais curtas, episódios mais longos, muito mistério e suspense. São os ingredientes que envolvem a mini série "Sherlock". Sucesso produzido pela BBC de Londres, tem alcançado recordes de audiência no Reino Unido, em sua última estréia chegou a atingir a média de 9.2 milhões de telespectadores.

Com histórias envolventes e roteiro bem amarrado, a série traz muita ação e diálogos bem elaborados, com uma montagem perfeita utiliza signos tecnológicos para facilitar a compreensão  das pistas, porém é necessário estar atento aos diálogos e "prólogos" do detetive para não se perder na trama, mas no final tudo sempre se encaixa. O pano de fundo é Londres, assim como nos livros originais de Arthur Conan Doyle, a fotografia e detalhes de arte são bem trabalhados e utilizam tanto a opacidade de cores e objetos, puxando o visual de décadas passadas, como cortes e situações que envolvam tecnologia e cenários mais ricos e remetam a atualidade, portanto é o detetive do livro original vivendo no mundo contemporâneo, uma receita arriscada, mas com ótimo resultado. Claro que não podemos esquecer de falar do elenco, Benedict Cumberbatch e Martin Freeman, escolhidos com maestria e que deram vida a personagens sem igual, os ricos diálogos que arrancam boas risadas com o sarcasmo peculiar de Sherlock ou a confusão mental do Dr. Watson, apesar de no inicio ter a sensação que o Gandalf ia aparecer a qualquer minuto, isso melhora no final da segunda e terceira temporadas.

Produções e detalhes étnicos a parte algo que me chamou a atenção, e sempre presto muita atenção nisso, são nossas boas marcas, pois aí está a parte interessante, elas estão lá, mas quase nunca aparecem... e por vezes acabam literalmente escondidas em um episódio ou outro, suas inserções são sutis um fato curioso e de análise caso a caso, ou vai ver que depende dos contratos de cada episódio. Os campeões de aparição são os smartphones (Iphone e Blackberry), geralmente em primeiro plano, o que em algumas cenas pode até parecer coincidência, pois usam muita troca de mensagens o tempo todo e em todos os episódios, outra cena interessante é um acesso de raiva de um personagem que da vários chutes numa roda da BMW toda bonita, depois entra no carro e sai dirigindo, quem nunca né! Do primeiro episódio para a segunda temporada é nítido o upgrade de Watson, de um laptop azul anil para a boa e velha maça, WOW... começou a ficar interessante, e durante todo contexto vemos pequenos lances como Dr. Watson lendo The Guardian, jornal real com anúncios reais, (inclusive anúncio do Iphone, pode ser coincidência mas acho difícil) onde tentam basear a série na sensação do real e mantê-lo atual e moderno. Molhos de tomate, latas no balcão da cozinha, caixas do Natwest Bank ou os casacos Belstaff usados por Watson,  marcas regionais inglesas que para outros países podem passar despercebidas, mas sutilmente foram inseridas uma a uma de forma que se envolvam no contexto e passem a fazer parte da história ou das características do personagem, somente com o intuito de situar em tempo e espaço as ações do roteiro. Fato ainda mais curioso e que só vi nessa série, as inserções são sutis, porém eles colocaram marcas na abertura... não entendi muito a lógica, mas com certeza era um ponto bem visível no show. Enfim, um viva a mais uma produção (não americana) que usa o product placement de forma sutil e bem aplicada.

Alguns episódios incríveis outros nem tanto, no geral uma série de mistérios que vale as horas em frente ao Netflix e já está em produção para sua 4 temporada, com estréia prevista para janeiro de 2015 vamos esperar o que ainda vem por aí entre mistérios e aventuras da impagável dupla Sherlock e Watson.