Pensa numa série "colcha de retalhos", pega um personagem aqui outro ali, uma cidade pacata, muito sangue, mistério e um pouquinho de cada coisa que fez sucesso em outras séries, agora mistura tudo, roteiriza e produz... voilà... resumimos Hemlock Grove!
Uma série de perfil interessante ou podemos chamar de esquisito!? Meio mistério, meio terror, meio fantasia, meio Frankenstein, meio high tech, no fundo é tudo "meio sem sentido" e com personagens bem complicadinhos... Nesse momento me sinto uma vitoriosa, pois eu venci 23 episódios sem foco nenhum. Porém como nem tudo é perdido algumas características boas chamam mais atenção, como alguns efeitos e a fotografia, tudo bem marcado, diferenciando não só cenários, mas principalmente os núcleos. O fotografo brinca com os filtros, dependendo do núcleo em cena temos tons mais puxados pro cinza, magenta ou verde, o núcleo dos Godfrey, por exemplo, me lembrou filmes dos anos 70 com mais brilho do HD. Gosto disso, só que foi mais visível na primeira temporada, vai ver na segunda estava envolvida na história e passou batido, uhnn acho dificil! Os cenários na verdade eram outros, outras casas, bairros diferentes e o interior da empresa Godfrey apareceu mais vezes com todo aquele branco perturbador. Então, pra mim o branco é igual ao silêncio, seja muito bem justificado ou vira defeito.
Sinceramente, já vi piores, mas já vi também séries muito melhores, inclusive produzidas pelo Netflix, talvez essa tenha sido um ponto fora da curva pra concorrer com American Horror Story, mas pelo jeito ainda precisam melhorar o módulo Suspense de produção.
Lobos, vampiros, humanos tolos, garota-Franke, sexo ou sangue, as vezes não dá pra saber o que aparece mais, e é uma galera que gosta do rala e rola enquanto alguém sai arrancando vísceras na vizinhança, além de tanto sangue espalhado eles também adoram vomitar, eita gente que vomita o tempo todo, caberia até um product placement de Eparema (#ficadica)!
E por falar nisso agora vamos ao que interessa, primeira temporada haja marcas, dá pra se perder na ordem que aparecem, a receita é fácil: série + produção + Netflix = marca na tela de streaming que é a vanguarda da distribuição de conteúdo e entretenimento; porém já na segunda temporada, xiiii...
Partindo das críticas que encontrei e várias opiniões dos fãs de séries Netflix, realmente é visível que o produto não foi muito bem aceito, e claro se eu, mera pesquisadora e espectadora, encontrei críticas destrutivas sobre o programa, óbvio que os patrocinadores encontraram bem mais, a segunda temporada contém algumas inserções mas nada muito relevante ou com marcas novas, mesmo com todo aparato tecnológico explorado nas cenas da empresa Godfrey, somente a Apple (arroz de festa sempre presente) é quem se destaca.
Foi uma diferença bem razoável, sem querer enumerar exatamente, mas no primeiro ano temos inserções de vários segmentos de automóvel a Coca-cola, Apple e outras que passam mais rapidamente. Porém uma das cenas mais curiosas foi essa da foto acima, juro que fui buscar na internet algum whisky, derivado do Jack Daniel's com esse nome e não encontrei, mas a garrafa é igual e o rótulo também. Bom, ou isso foi uma imitação descarada da marca ou eles apenas não queriam se envolver no assunto, mas assim como a série toda, a inserção ficou "meio", meio esquisita!

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