segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Mas é merchan!?




Começamos falando em product placement! Tenho acompanhado algumas matérias sobre o assunto por um motivo básico, essa é uma ferramenta ideal para a marca que quer entrar na vida do consumidor de forma sutil ou pelo menos numa tentativa dê...
O termo product placement vem da inserção de marcas e produtos de todo gênero em seriados, conteúdo pra tv, filmes ou qualquer tipo de entretenimento participando como se fosse um adereço, figurino ou objeto exposto, que faça parte do conjunto da cena ou das características de um personagem, um pouco diferente do famoso "merchandising", que seu foco está em técnicas de ação ou divulgação em pdv, utilizando vários canais sejam eles impressos, promocionais e, também, a TV.
Exemplo claro e uma das últimas séries campeãs em product placement é a série "House of cards", praticamente um estouro de marcas. (Fonte)
Pois então, hoje o que não falta é produto em cena, aparições, interações, decoração ou seja lá como ela aparece, o importante é que a marca está lá e você está olhando pra ela e mesmo que você não goste de Iphone, o seu personagem favorito na sua série favorita está usando um! Inevitável, isso cria vínculo e associação, mesmo que não queira o produto fica na memória do espectador e essa é a grande diferença, esse é o grande "clic" do product placement, fazer o usuário interagir com a marca mesmo que despercebido, no seu momento de maior interação com aquela grande cena de ação, a coca-cola passa.
Mas não são apenas as séries ou filmes que sofrem essas interações, em praticamente tudo na tv é possível interagir e colocar o produto ali bem onde ele deve estar, até na cozinha!
Bem vindo a versão Panasonic's Kitchen e o novo Reality no Reino Unido, Channel 4, bem próximo aos padrões do brasileiro "Cozinheiros em Ação" que também já tinha base no formato americano, o reality estreou no dia 7 de janeiro e todas as terças a noite será possível ver todo o conjunto do "Panasonic’s integrated induction hobs and ovens"  em meio a toda movimentação do programa por 45', durante 10 semanas.
E assim funciona o product placement, o que podemos chamar de espaço oportunista, porém uma mídia de intenso valor e que pode ser aproveitada de tantas outras formas dependendo do contexto e do roteiro a ser criado.
Penso em quando as marcas entenderem o quanto ainda podem aproveitar esse espaço, hoje a criação acontece e depois se inclui a marca, adaptando a inserção em momentos e períodos menores, aplicando a espaços dependendo da cena ou do núcleo do personagem. Então porque não pensar o contrário!? E não necessariamente estou falando sobre Branding Content, que trabalha a marca de maneira mais institucional.
Se temos a marca, porque não criar a história em torno do produto da mesma maneira que um roteiro comum, mais espaço do mesmo produto, mais interação, mais produto interligado aos personagens, porém achar esses caminhos é a grande chave, um desafio à nova geração de roteiristas.

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Explosão Breaking Bad!

Nem precisa falar muito sobre Breaking Bad, a história do anti-heroi que conquistou não só americanos mas muita gente aqui também se apaixonou pela dupla Walt e Jesse. E o que começou com apenas 7 episódios na primeira temporada, pelo que consta sem muita expectativa, terminou com 5 temporadas e um "Series Finale" assistido por mais de 10 milhões de pessoas só nos EUA, Breaking Bad no NYT.
Fenômeno, sorte de roteirista, investimento? A receita exata é difícil saber, mas uma coisa é certa, começou, deu certo, atraiu público, o investimento vem seja lá de onde... Produtoras, investidores, publicidade e mesmo sem uma produção luxuosa estilo HBO, The Sopranos ou Game of Thrones com seus merecidos méritos, BB fez história e deixou uma era de ouro do bom roteiro para a TV.
Quando ouvi os ótimos comentários e um turbilhão de gente falando sobre um tal Walter White, que fazia metanfetamina, acho que eu nem sabia direito que droga era essa, num sábado de preguiça resolvi assistir a primeira temporada, passei os finais de semana seguintes agarrada ao Netflix assistindo um episódio atrás do outro!!! Oh God o vírus BB me pegou... e valeu a pena!
História bem montada o bem que se transforma no mal, o herói  que vira vilão e vira herói e chega ao ponto de não se saber mais o que ele é de verdade, ao lado dele o viciado, atrapalhado e apaixonante Jesse, uma dupla completamente errada que deu certo, um contraponto que construiu uma história cheia de paixão pelos personagens.
Breaking Bad é a prova que nem só de produções milionárias vive o entretenimento, cenários simples, casa de classe média americana, espaços comuns, muitas cenas no deserto, um elenco enxuto, nada de centenas de figurantes fazendo volume, uma história que se passava na rotina americana e não precisava mais do que isso.
E é isso que falta em muitas histórias hoje em dia, a simplicidade. A capacidade de transformar uma rotina num enredo empolgante, amarrar os fatos de modo que seja possível transformar os personagens e suas atitudes, assim como é a vida de qualquer pessoa, afinal ninguém é a mesma pessoa de 5 ou 10 anos atrás, a aparência muda, as atitudes mudam, a personalidade muda e foi isso que BB conseguiu fazer, e talvez por isso tanta gente se identificou, a sensação de ser nada e de repente ser tudo, ter o poder e o domínio de uma arte como ninguém mais e isso te transforma, e isso muda aquilo que você era. Quem não gostaria de ser Heisenberg por um momento!? Quantos sonhos Walt não fez girar pra tanta gente, não só por dinheiro fácil, mas pelo domínio de algo que só ele fazia tão bem.
Esse é o vazio que BB deixou, o vazio de boas histórias que te fazem pensar não em quem era Heisenberg na série, mas de quantos Heisenbergs e Jesses assistiam pela simples identificação, uma porção de neurônio espelhos se aventurando pela mente dos fãs da série.
Afinal boas histórias podem valer mais que bons figurinos!

E assim tudo começa...

Como assídua espectadora e apaixonada por séries, fico triste por não ter mais tempo e não conseguir assistir a todas que gostaria, mas na medida do possível farei desse blog um espaço de comentários e análises de grandes sucessos, matéria sobre novas criações e como está o aproveitamento publicitário desse segmento que cresce cada vez mais. E agora com as mudanças na lei da TV paga, esse segmento vem pra TV brasileira com toda força, a gigante Globo sempre pioneira no assunto dramaturgia no Brasil, e com grande experiência na produção de novelas, trouxe já no passado produções belíssimas como "Os Mais", "A Muralha", "Riacho Doce", "Hilda Furacão" e tantas outras obras maravilhosas produzidas numa época em que pensar no perfil de séries americanas, produzido no Brasil, era uma realidade distante. Eram séries que tinham o jeito brasileiro e fizeram mais rica a história da nossa TV.
Hoje temos possibilidades tecnológicas incontáveis, muita criatividade disponível e o principal... espaços... algo que até tempos atrás esperávamos o mês de janeiro ansiosos por qual tema seria abordado no período em que a Globo ia lançar sua nova série.
Evoluções de canais na internet, nova lei da TV paga, toda essa mudança girou o mercado e hoje temos mais espaço e o principal, mais "oportunidades". Nosso desafio agora é entender como esse turbilhão de idéias, roteiros e produções se organiza e como podemos aproveitar cada segundo esse mercado que ainda promete crescer muito por aqui!