segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Explosão Breaking Bad!

Nem precisa falar muito sobre Breaking Bad, a história do anti-heroi que conquistou não só americanos mas muita gente aqui também se apaixonou pela dupla Walt e Jesse. E o que começou com apenas 7 episódios na primeira temporada, pelo que consta sem muita expectativa, terminou com 5 temporadas e um "Series Finale" assistido por mais de 10 milhões de pessoas só nos EUA, Breaking Bad no NYT.
Fenômeno, sorte de roteirista, investimento? A receita exata é difícil saber, mas uma coisa é certa, começou, deu certo, atraiu público, o investimento vem seja lá de onde... Produtoras, investidores, publicidade e mesmo sem uma produção luxuosa estilo HBO, The Sopranos ou Game of Thrones com seus merecidos méritos, BB fez história e deixou uma era de ouro do bom roteiro para a TV.
Quando ouvi os ótimos comentários e um turbilhão de gente falando sobre um tal Walter White, que fazia metanfetamina, acho que eu nem sabia direito que droga era essa, num sábado de preguiça resolvi assistir a primeira temporada, passei os finais de semana seguintes agarrada ao Netflix assistindo um episódio atrás do outro!!! Oh God o vírus BB me pegou... e valeu a pena!
História bem montada o bem que se transforma no mal, o herói  que vira vilão e vira herói e chega ao ponto de não se saber mais o que ele é de verdade, ao lado dele o viciado, atrapalhado e apaixonante Jesse, uma dupla completamente errada que deu certo, um contraponto que construiu uma história cheia de paixão pelos personagens.
Breaking Bad é a prova que nem só de produções milionárias vive o entretenimento, cenários simples, casa de classe média americana, espaços comuns, muitas cenas no deserto, um elenco enxuto, nada de centenas de figurantes fazendo volume, uma história que se passava na rotina americana e não precisava mais do que isso.
E é isso que falta em muitas histórias hoje em dia, a simplicidade. A capacidade de transformar uma rotina num enredo empolgante, amarrar os fatos de modo que seja possível transformar os personagens e suas atitudes, assim como é a vida de qualquer pessoa, afinal ninguém é a mesma pessoa de 5 ou 10 anos atrás, a aparência muda, as atitudes mudam, a personalidade muda e foi isso que BB conseguiu fazer, e talvez por isso tanta gente se identificou, a sensação de ser nada e de repente ser tudo, ter o poder e o domínio de uma arte como ninguém mais e isso te transforma, e isso muda aquilo que você era. Quem não gostaria de ser Heisenberg por um momento!? Quantos sonhos Walt não fez girar pra tanta gente, não só por dinheiro fácil, mas pelo domínio de algo que só ele fazia tão bem.
Esse é o vazio que BB deixou, o vazio de boas histórias que te fazem pensar não em quem era Heisenberg na série, mas de quantos Heisenbergs e Jesses assistiam pela simples identificação, uma porção de neurônio espelhos se aventurando pela mente dos fãs da série.
Afinal boas histórias podem valer mais que bons figurinos!

Nenhum comentário:

Postar um comentário